sábado, 26 de maio de 2012

A Livreira Anarquista (blogue)

Ambas as imagens são do blogue A Livreira Anarquista - a não perder!


Clarice Lispector - Figuras da Escrita

«A radical impossibilidade de uma compreensão sem suturas em relação a qualquer obra libertá-la-á da tirania das interpretações por parte de quem dela se pretende apropiar.»

«Numa adequação a um projeto enunciado por Clarice, entenda-se mesma a cegueira como um dado indispensável na experiência estética, na aproximação a uma obra que recusa as formas mais estritamente racionalizadoras de compreensão.»

Clarice Lispector - Figuras da Escrita
Carlos Mendes de Sousa




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Princípios da técnica de editoração

Mesmo tendo aprendido muito com a prática, é também neste livro (edição de 1986, Nova Fronteira, Rio de Janeiro) que ainda vou buscar soluções para o meu trabalho.

 Prefácio de Antônio Houaiss.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Snoopy escritor...


A língua é minha pátria, e eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria



Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixe os Portugais morrerem à míngua
“Minha pátria é minha língua”
Fala Mangueira! Fala!

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E - xeque-mate - explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé
e Maria da Fé e Arrigo Barnabé

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
- Será que ele está no Pão de Açúcar?
- Tá craude brô
- Você e tu
- Lhe amo
- Qué queu te faço, nega?
- Bote ligeiro!
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem

de onde veio e por onde anda a nossa língua portuguesa?


  
A história da língua portuguesa é a história da sua evolução desde a origem, no noroeste da península ibérica, até ao presente, como língua oficial falada em Portugal, no Brasil e em vários países de expressão portuguesa. Em todos os aspectos – fonético, morfológico, léxico e sintáctico – o português é essencialmente o resultado de uma evolução orgânica do latim vulgar trazido por colonos romanos do século III a.C., com influências menores de outros idiomas.

O português arcaico desenvolveu-se no século V d.C., após a queda do Império Romano e as invasões bárbaras, como um dialecto românico, o chamado galego-português, que se diferenciou de outras línguas românicas ibéricas. Usado em documentos escritos desde o século IX, o galego-português tornou-se uma linguagem madura no século XIII, com uma rica literatura. Em 1290 foi decretado língua oficial do reino de Portugal pelo rei D. Dinis I. O salto para o português moderno dá-se no Renascimento, sendo o Cancioneiro Geral de Garcia Resende (1516) considerado o marco do seu início. A normatização da língua foi iniciada em 1536, com a criação das primeiras gramáticas, por Fernão de Oliveira e João de Barros.

A partir do século XVI, com a expansão da era dos descobrimentos, a história da língua portuguesa deixa de decorrer exclusivamente em Portugal, abrangendo o português europeu e o português internacional. (Wikipedia)

Acordos (e tentativas de acordo) ortográficos:

1911 – primeira grande reforma ortográfica adoptada em Portugal, não extensível ao Brasil.
1931 – primeiro Acordo Ortográfico aprovado entre Portugal e Brasil.
1943 – Convenção Ortográfica que deu origem ao "Formulário Ortográfico".
1945 – Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, mas cujo resultado afinal só é tornado válido em Portugal.
1971 a 1973 – ajustes feitos em Portugal e no Brasil para reduzir as divergências ortográficas que persistiam.
1975 – projecto de Acordo, não aprovado oficialmente, por razões de ordem política, entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras.
1986 – no Rio de Janeiro, o primeiro encontro, na história da língua portuguesa, de representantes não apenas de Portugal e do Brasil, mas também dos cinco novos países africanos lusófonos emergidos da descolonização portuguesa.
O Acordo fruto desse encontro ficou inviabilizado pelas fortes reacções contrárias, sobretudo em Portugal.
1988 – Anteprojecto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa.
1990 – Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, visando instituir uma ortografia oficial unificada para a língua portuguesa. Este Acordo não encontrou consenso, sobretudo em Portugal, gerando grande contestação, havendo mesmo quem tenha afirmado a inconstitucionalidade do Tratado.


Para uma informação mais pormenorizada, veja o Observatório da Língua Portuguesa, e o Portal da Língua Portuguesa.


legal ou ilegal?

Autores, professores e estudantes se manifestam em favor do livrosdehumanas.org em redes sociais desde a última quinta-feira – no Twitter, tem sido usada a tag #freelivrosdehumanas.
O site, por onde se podia baixar gratuitamente um número aproximado de 2300 livros, saiu do ar depois de ser notificado pela justiça.
À frente da ação está a ABDR – Associação Brasileira de Direitos Reprográficos, que responsabiliza o site por uma das maiores ações de pirataria já ocorridas no país,  prejuízo estimado em R$ 200 milhões.
Essa é a terceira vez que o livrosdehumanas.org tem de sair do ar. Um ano atrás, foi suspenso pelo wordpress, que então o hospedava a esse respeito no caderno “Prosa e Verso”, do Globo.
Quando estreou, em 2009, o site funcionava no blogspot, até o dia em que o Google lhes avisou que o conteúdo indexado era protegido pela lei americana. Por precaução, os organizadores o tiraram do ar. O endereço ainda está ativo. (Através do blogue Livros Etc, de Josélia Aguiar – Folha.com)


Ler a entrevista com Thiago, moderador do livrosdehumanas.org: AQUI





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