domingo, 20 de maio de 2012
Brêtema
Brêtema: descobri ontem, por acaso, este regionalismo (Galiza), atraída por uma conversa sobre neblinas.
A brêtema, como se não bastasse a delicada sonoridade, ainda pode ser:
mijona, "quando molha muito"
orvalhenta, "quando molha algo"
barrufa, "quando as partículas de água são imperceptíveis"
malina, "quando queima as meses, os frutos e as plantas sensíveis"
E ainda há bretemoso: "que tem brêtema".
Toda essa informação preciosa descobri no Wikcionário
sábado, 19 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
curiosidades etimológicas – por Sergio Rodrigues
«Quem não sabe que a interjeição de despedida mais usada no português brasileiro, tchau, veio do italiano ciao – uma palavra ambivalente que, em sua língua original, pode ser empregada tanto com o sentido de “olá” quanto com o de “adeus”?
Consta que essa importação se deu no início do século 20, com possível influência da forma chau usada no espanhol sul-americano: a grafia aportuguesada “tchau” data de algum momento em torno de 1925, segundo o Houaiss – que curiosamente, contrariando seus padrões, não fornece a fonte dessa informação.
Se é famoso o parentesco de tchau com ciao, muito menos conhecida – na verdade, praticamente secreta – é a relação direta que existe no italiano entre as palavras ciao e schiavo, isto é, tchau e escravo. Ciao vem a ser uma variação dialetal de schiavo surgida no Norte da Itália.
A palavra schiavo não é mais nem menos semanticamente pesada do que o português escravo e o inglês slave, entre outros termos da mesma família que se espalharam pelas línguas ocidentais. Todos derivam, naquilo que uma sensibilidade contemporânea classificaria como o mais alto grau da incorreção política, do latim medieval slavus, sclavus. Trata-se da mesma origem do termo eslavo, nome genérico dos habitantes da Europa central e oriental que os povos germânicos escravizaram maciçamente na Idade Média.
Sendo assim, como foi que o termo schiavo, com suas conotações sombrias, veio a se tornar uma saudação jovial e despreocupada em italiano? O que à primeira vista não faz o menor sentido é na verdade de solução simples: ciao é o produto final de uma série de abreviações efetuadas na expressão de cortesia sono suo schiavo (“sou seu escravo”), equivalente à nossa formula “sou seu criado”.»
do blogue Sobre Palavras, de Sérgio Rodrigues, na revista Veja: AQUI
seção "curiosidades etimológicas"
Leia também o blogue Todoprosa de Sergio Rodrigues.
Consta que essa importação se deu no início do século 20, com possível influência da forma chau usada no espanhol sul-americano: a grafia aportuguesada “tchau” data de algum momento em torno de 1925, segundo o Houaiss – que curiosamente, contrariando seus padrões, não fornece a fonte dessa informação.
Se é famoso o parentesco de tchau com ciao, muito menos conhecida – na verdade, praticamente secreta – é a relação direta que existe no italiano entre as palavras ciao e schiavo, isto é, tchau e escravo. Ciao vem a ser uma variação dialetal de schiavo surgida no Norte da Itália.
A palavra schiavo não é mais nem menos semanticamente pesada do que o português escravo e o inglês slave, entre outros termos da mesma família que se espalharam pelas línguas ocidentais. Todos derivam, naquilo que uma sensibilidade contemporânea classificaria como o mais alto grau da incorreção política, do latim medieval slavus, sclavus. Trata-se da mesma origem do termo eslavo, nome genérico dos habitantes da Europa central e oriental que os povos germânicos escravizaram maciçamente na Idade Média.
Sendo assim, como foi que o termo schiavo, com suas conotações sombrias, veio a se tornar uma saudação jovial e despreocupada em italiano? O que à primeira vista não faz o menor sentido é na verdade de solução simples: ciao é o produto final de uma série de abreviações efetuadas na expressão de cortesia sono suo schiavo (“sou seu escravo”), equivalente à nossa formula “sou seu criado”.»
do blogue Sobre Palavras, de Sérgio Rodrigues, na revista Veja: AQUI
seção "curiosidades etimológicas"
Leia também o blogue Todoprosa de Sergio Rodrigues.
10ª FLIP – 4 a 8 de Julho – Paraty
O homenageado desta 10ª Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP) será Carlos Drummond de Andrade:
FACES DE DRUMMOND
A exposição «Faces de Drummond» traz um escopo mais amplo em relação às mostras incluídas em homenagens de anos anteriores. Com base na ideia de que a obra de Drummond é marcada por tensões entre impulsos opostos, procura combinar uma abordagem cronológica e temática dividida em módulos capazes de abranger toda sua trajetória.
"O funcionário gauche", cindido entre a vida burocrática e o desajuste à rotina, e "O eterno moderno", capaz de sintetizar vanguarda e dicção clássica, são alguns dos vários Drummonds que o visitante encontrará.
Com expografia inovadora, a mostra joga espacialmente com as faces do poeta, de modo a levar o tema das contradições para a própria forma com que se organiza.
Link do site da Flip: AQUI
blogue da Flip: http://www.flip.org.br/blog.php
FACES DE DRUMMOND
A exposição «Faces de Drummond» traz um escopo mais amplo em relação às mostras incluídas em homenagens de anos anteriores. Com base na ideia de que a obra de Drummond é marcada por tensões entre impulsos opostos, procura combinar uma abordagem cronológica e temática dividida em módulos capazes de abranger toda sua trajetória.
"O funcionário gauche", cindido entre a vida burocrática e o desajuste à rotina, e "O eterno moderno", capaz de sintetizar vanguarda e dicção clássica, são alguns dos vários Drummonds que o visitante encontrará.
Com expografia inovadora, a mostra joga espacialmente com as faces do poeta, de modo a levar o tema das contradições para a própria forma com que se organiza.
Link do site da Flip: AQUI
blogue da Flip: http://www.flip.org.br/blog.php
terça-feira, 15 de maio de 2012
revista LUCERNA, da Fundação José Saramago
Desde a origem da Fundação José Saramago que se viu a necessidade de uma
revista que recolhesse textos e indicações dos seus colaboradores
literários, que são muitos no mundo, vinculados tanto a universidades
como às diferentes literaturas nacionais. Em alguns casos serão ensaios
sobre a obra de José Saramago, embora Lucerna não nasça para o
estudo da obra do Patrono da Fundação, mas para indagar sobre o que se
está fazendo e para recuperar autores e livros-chave que não devemos
nunca perder de vista porque são património de todos. Também em Lucerna,
que terá uma periodicidade mensal, se procurará estimular a leitura nos
diversos suportes já que, assumindo o lado bem-humorado de José
Saramago, “Ler faz bem à saúde”. (do site da Fundação)
Para ter acesso gratuito ao texto completo da revista, descarregar o pdf através do site da Fundação: AQUI.
Para ter acesso gratuito ao texto completo da revista, descarregar o pdf através do site da Fundação: AQUI.
terça-feira, 8 de maio de 2012
em tempos de escassez descobrem-se talentos
João Ricardo Pedro, o autor.
Desempregado, foi à luta e ganhou um dos prémios literários mais prestigiados em Portugal: o Prémio Leya 2011. O teu rosto será o último é um dos livros mais vendidos na 82ª Feira do Livro de Lisboa. Notável a capacidade do autor de se revelar em tempos tão escassos de tanta coisa.
O Prémio LeYa, considerado o de maior valor pecuniário em Portugal, foi criado em 2008 e visa distinguir um romance inédito escrito em português. Em 2011, ano em que João Ricardo concorreu, candidataram-se 162 romances originais, a maior parte de Portugal e do Brasil, mas também de Inglaterra, França e Itália.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/joao-ricardo-pedro-venceu-o-premio-leya-2011=f681537#ixzz1uJXwZoEy
segunda-feira, 7 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
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