quinta-feira, 17 de maio de 2012

curiosidades etimológicas – por Sergio Rodrigues

«Quem não sabe que a interjeição de despedida mais usada no português brasileiro, tchau, veio do italiano ciao – uma palavra ambivalente que, em sua língua original, pode ser empregada tanto com o sentido de “olá” quanto com o de “adeus”?
Consta que essa importação se deu no início do século 20, com possível influência da forma chau usada no espanhol sul-americano: a grafia aportuguesada “tchau” data de algum momento em torno de 1925, segundo o Houaiss – que curiosamente, contrariando seus padrões, não fornece a fonte dessa informação.
Se é famoso o parentesco de tchau com ciao, muito menos conhecida – na verdade, praticamente secreta – é a relação direta que existe no italiano entre as palavras ciao e schiavo, isto é, tchau e escravo. Ciao vem a ser uma variação dialetal de schiavo surgida no Norte da Itália.
A palavra schiavo não é mais nem menos semanticamente pesada do que o português escravo e o inglês slave, entre outros termos da mesma família que se espalharam pelas línguas ocidentais. Todos derivam, naquilo que uma sensibilidade contemporânea classificaria como o mais alto grau da incorreção política, do latim medieval slavus, sclavus. Trata-se da mesma origem do termo eslavo, nome genérico dos habitantes da Europa central e oriental que os povos germânicos escravizaram maciçamente na Idade Média.
Sendo assim, como foi que o termo schiavo, com suas conotações sombrias, veio a se tornar uma saudação jovial e despreocupada em italiano? O que à primeira vista não faz o menor sentido é na verdade de solução simples: ciao é o produto final de uma série de abreviações efetuadas na expressão de cortesia sono suo schiavo (“sou seu escravo”), equivalente à nossa formula “sou seu criado”.»

do blogue Sobre Palavras, de Sérgio Rodrigues, na revista Veja: AQUI
seção "curiosidades etimológicas"

Leia também o blogue Todoprosa de Sergio Rodrigues.

10ª FLIP – 4 a 8 de Julho – Paraty

O homenageado desta 10ª Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP) será Carlos Drummond de Andrade:

FACES DE DRUMMOND

A exposição «Faces de Drummond» traz um escopo mais amplo em relação às mostras incluídas em homenagens de anos anteriores. Com base na ideia de que a obra de Drummond é marcada por tensões entre impulsos opostos, procura combinar uma abordagem cronológica e temática dividida em módulos capazes de abranger toda sua trajetória.

"O funcionário gauche", cindido entre a vida burocrática e o desajuste à rotina, e "O eterno moderno", capaz de sintetizar vanguarda e dicção clássica, são alguns dos vários Drummonds que o visitante encontrará.

Com expografia inovadora, a mostra joga espacialmente com as faces do poeta, de modo a levar o tema das contradições para a própria forma com que se organiza.

Link do site da Flip: AQUI


 













blogue da Flip: http://www.flip.org.br/blog.php

terça-feira, 15 de maio de 2012

revista LUCERNA, da Fundação José Saramago

Desde a origem da Fundação José Saramago que se viu a necessidade de uma revista que recolhesse textos e indicações dos seus colaboradores literários, que são muitos no mundo, vinculados tanto a universidades como às diferentes literaturas nacionais. Em alguns casos serão ensaios sobre a obra de José Saramago, embora Lucerna não nasça para o estudo da obra do Patrono da Fundação, mas para indagar sobre o que se está fazendo e para recuperar autores e livros-chave que não devemos nunca perder de vista porque são património de todos. Também em Lucerna, que terá uma periodicidade mensal, se procurará estimular a leitura nos diversos suportes já que, assumindo o lado bem-humorado de José Saramago, “Ler faz bem à saúde”. (do site da Fundação)

 Para ter acesso gratuito ao texto completo da revista, descarregar o pdf através do site da Fundação: AQUI.

terça-feira, 8 de maio de 2012

em tempos de escassez descobrem-se talentos




João Ricardo Pedro, o autor.
Desempregado, foi à luta e ganhou um dos prémios literários mais prestigiados em Portugal: o Prémio Leya 2011. O teu rosto será o último é um dos livros mais vendidos na 82ª Feira do Livro de Lisboa. Notável a capacidade do autor de se revelar em tempos tão escassos de tanta coisa.

O Prémio LeYa, considerado o de maior valor pecuniário em Portugal, foi criado em 2008 e visa distinguir um romance inédito escrito em português. Em 2011, ano em que João Ricardo concorreu, candidataram-se 162 romances originais, a maior parte de Portugal e do Brasil, mas também de Inglaterra, França e Itália.





quinta-feira, 3 de maio de 2012

livro de autor


book dominoes

a seção «15/25» da revista LER



Que bom descobrir essa nova seção na LER, que, pelos textos publicados, foi mais que providencial.



teus olhos um rio largo anunciam
sedimentado, encontro-me
calcário e poesia
dois lados
sou estuário
ou bacia
para o teu rio em flor?

Bacia sedimentar, Francisco Conrado, 25 anos, Braga



E ainda:
Fábio Silva, 19 anos, Mem Martins (vencedor, com O Revólver)
Frederico Batista, 25 anos, Lisboa (2º lugar, com Indiana Jones)
Luís de Aguiar Fernandes, 22 anos, Lisboa, Linha da Beira Alta
Pedro Campos de Almeida, 25 anos, Trofa, A Face mais visível de Deus
Bruno Silva, 22 anos, Valongo, Ofélia
Ana Rocha, 23 anos, Coimbra, Dith Bu


Avisa a LER no rodapé: Todos os meses há páginas da LER reservadas aos melhores textos em prosa (ficção e não-ficção) e poesia, fotografias e ilustrações enviados para revistaler15.25@gmail.com. O tema é livre e o texto não pode ultrapassar os 3000 caracteres.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Brasil: aumentou ou não o número de leitores no país?

«A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, em sua terceira versão, divulgada na semana passada pelo Instituto Pró-Livro, é o resultado de uma evolução desse tipo de trabalho no nosso país. Desde a primeira versão, no ano 2000, passando pela de 2007, os objetivos têm se mantido idênticos. Mas existem mudanças significativas entre cada uma delas, o que torna a comparação uma tarefa difícil (...)»

No suplemento Prosa & Verso, leia todo o artigo: Os brasileiros e o papel da leitura


E ainda uma entrevista com Felipe Lindoso, cientista social especializado em políticas para o livro e a leitura, sobre Bibliotecas e Formação de Leitor: AQUI


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