terça-feira, 8 de maio de 2012

em tempos de escassez descobrem-se talentos




João Ricardo Pedro, o autor.
Desempregado, foi à luta e ganhou um dos prémios literários mais prestigiados em Portugal: o Prémio Leya 2011. O teu rosto será o último é um dos livros mais vendidos na 82ª Feira do Livro de Lisboa. Notável a capacidade do autor de se revelar em tempos tão escassos de tanta coisa.

O Prémio LeYa, considerado o de maior valor pecuniário em Portugal, foi criado em 2008 e visa distinguir um romance inédito escrito em português. Em 2011, ano em que João Ricardo concorreu, candidataram-se 162 romances originais, a maior parte de Portugal e do Brasil, mas também de Inglaterra, França e Itália.





quinta-feira, 3 de maio de 2012

livro de autor


book dominoes

a seção «15/25» da revista LER



Que bom descobrir essa nova seção na LER, que, pelos textos publicados, foi mais que providencial.



teus olhos um rio largo anunciam
sedimentado, encontro-me
calcário e poesia
dois lados
sou estuário
ou bacia
para o teu rio em flor?

Bacia sedimentar, Francisco Conrado, 25 anos, Braga



E ainda:
Fábio Silva, 19 anos, Mem Martins (vencedor, com O Revólver)
Frederico Batista, 25 anos, Lisboa (2º lugar, com Indiana Jones)
Luís de Aguiar Fernandes, 22 anos, Lisboa, Linha da Beira Alta
Pedro Campos de Almeida, 25 anos, Trofa, A Face mais visível de Deus
Bruno Silva, 22 anos, Valongo, Ofélia
Ana Rocha, 23 anos, Coimbra, Dith Bu


Avisa a LER no rodapé: Todos os meses há páginas da LER reservadas aos melhores textos em prosa (ficção e não-ficção) e poesia, fotografias e ilustrações enviados para revistaler15.25@gmail.com. O tema é livre e o texto não pode ultrapassar os 3000 caracteres.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Brasil: aumentou ou não o número de leitores no país?

«A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, em sua terceira versão, divulgada na semana passada pelo Instituto Pró-Livro, é o resultado de uma evolução desse tipo de trabalho no nosso país. Desde a primeira versão, no ano 2000, passando pela de 2007, os objetivos têm se mantido idênticos. Mas existem mudanças significativas entre cada uma delas, o que torna a comparação uma tarefa difícil (...)»

No suplemento Prosa & Verso, leia todo o artigo: Os brasileiros e o papel da leitura


E ainda uma entrevista com Felipe Lindoso, cientista social especializado em políticas para o livro e a leitura, sobre Bibliotecas e Formação de Leitor: AQUI


terça-feira, 1 de maio de 2012

«Academia, here I come!»


Vou-me embora...

Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

sábado, 28 de abril de 2012

Congresso de Literatura no Sertão


O CLISERTÃO – CONGRESSO INTERNACIONAL DO LIVRO, LEITURA E LITERATURA NO SERTÃO, tem lugar em uma das mais belas paisagens do Brasil: o Sertão do São Francisco, banhado pelo rio homônimo, que cruza quatro estados e deságua no Oceano Atlântico. (...)

A imagem que se apresenta do Sertão do São Francisco contrasta com o imaginário popular sobre Sertão e a literatura do século XX ajudou a fixar as tintas ocres desse quadro. Discutir a literatura enquanto marca identitária de um povo e resultado de sua cultura é um dos desafios lançados pelo CLISERTÃO, realizado pelo Governo do Estado de Pernambuco, em uma parceria entre a Secretaria de Cultura e a Secretaria de Ciência e Tecnologia, através da Fundarpe – Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco e Universidade de Pernambuco, Campus Petrolina, com o apoio da Prefeitura de Petrolina.

Diferentemente de outros eventos literários, o CLISERTÃO estabelecerá uma relação afetiva, multicultural e de intercâmbio entre os convidados nacionais, internacionais e locais como parte das ações, indo além das apresentações literárias ou das palestras, penetrando no Brasil profundo, no Brasil dos Sertões, através de intervenções descentralizadas em espaços urbanos, comunidades rurais e tradicionais da região, além das discussões acadêmicas em torno do livro, leitura e literatura, coordenadas pela Universidade de Pernambuco.

Ao mesmo tempo, a partir do CLISERTÃO, a Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco fomenta a criação de uma Rede do Livro, Leitura e Literatura na Região, envolvendo os três eixos do setor nas discussões em torno da produção e de políticas públicas para o livro.

As atividades do CLISERTÃO se desenvolverão nos eixos Livro, Leitura e Literatura em diversos espaços da cidade de Petrolina.


Link: CLISERTÃO

a literatura brasileira hoje por José Castello

 Numa entrevista ao Caderno Ípsilon do Público de 27/4/12, por Isabel Coutinho, fala José Castello, crítico e escritor brasileiro, Prémio Jabuti com Ribamar:

Público: «Ribamar desconstrói a ideia feita da ficção brasileira como "urbana, tropical, violenta e trepidante". Incomoda-o essa visão redutora?»

JC: «Sim, incomoda-me muito a ideia que se costuma ter, mesmo aqui no Brasil, a respeito da literatura brasileira. A literatura brasileira que me interessa é a que se desvia dessa "receita tropical". Escritores como João Gilberto Noll, Raduan Nassar, Michel Laub, Bernardo Carvalho, Cristovão Tezza, Eliane Brum, Raimundo Carrero. Autores que escrevem não para compor uma imagem imaginária de nação mas, ao contrário, para despedaçá-la e afundar-se nas suas entranhas.
Quanto aos poetas, temos dois poetas vivos geniais, que honrariam qualquer literatura: Manoel de Barros e Adélia Prado. O Brasil do século XXI é um país complexo, e é rico porque é complexo e cheio de paradoxos. Assim também é sua literatura.»

Blogue de José Castello no jornal O Globo A Literatura na Poltrona
 
                                                   
                                                        

Nas fotos, os rostos de: Clarice Lispector, Bernardo Carvalho, Manoel de Barros, Eliane Brum, Cristovão Tezza e Raimundo Carrero.

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