quinta-feira, 3 de maio de 2012

book dominoes

a seção «15/25» da revista LER



Que bom descobrir essa nova seção na LER, que, pelos textos publicados, foi mais que providencial.



teus olhos um rio largo anunciam
sedimentado, encontro-me
calcário e poesia
dois lados
sou estuário
ou bacia
para o teu rio em flor?

Bacia sedimentar, Francisco Conrado, 25 anos, Braga



E ainda:
Fábio Silva, 19 anos, Mem Martins (vencedor, com O Revólver)
Frederico Batista, 25 anos, Lisboa (2º lugar, com Indiana Jones)
Luís de Aguiar Fernandes, 22 anos, Lisboa, Linha da Beira Alta
Pedro Campos de Almeida, 25 anos, Trofa, A Face mais visível de Deus
Bruno Silva, 22 anos, Valongo, Ofélia
Ana Rocha, 23 anos, Coimbra, Dith Bu


Avisa a LER no rodapé: Todos os meses há páginas da LER reservadas aos melhores textos em prosa (ficção e não-ficção) e poesia, fotografias e ilustrações enviados para revistaler15.25@gmail.com. O tema é livre e o texto não pode ultrapassar os 3000 caracteres.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Brasil: aumentou ou não o número de leitores no país?

«A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, em sua terceira versão, divulgada na semana passada pelo Instituto Pró-Livro, é o resultado de uma evolução desse tipo de trabalho no nosso país. Desde a primeira versão, no ano 2000, passando pela de 2007, os objetivos têm se mantido idênticos. Mas existem mudanças significativas entre cada uma delas, o que torna a comparação uma tarefa difícil (...)»

No suplemento Prosa & Verso, leia todo o artigo: Os brasileiros e o papel da leitura


E ainda uma entrevista com Felipe Lindoso, cientista social especializado em políticas para o livro e a leitura, sobre Bibliotecas e Formação de Leitor: AQUI


terça-feira, 1 de maio de 2012

«Academia, here I come!»


Vou-me embora...

Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

sábado, 28 de abril de 2012

Congresso de Literatura no Sertão


O CLISERTÃO – CONGRESSO INTERNACIONAL DO LIVRO, LEITURA E LITERATURA NO SERTÃO, tem lugar em uma das mais belas paisagens do Brasil: o Sertão do São Francisco, banhado pelo rio homônimo, que cruza quatro estados e deságua no Oceano Atlântico. (...)

A imagem que se apresenta do Sertão do São Francisco contrasta com o imaginário popular sobre Sertão e a literatura do século XX ajudou a fixar as tintas ocres desse quadro. Discutir a literatura enquanto marca identitária de um povo e resultado de sua cultura é um dos desafios lançados pelo CLISERTÃO, realizado pelo Governo do Estado de Pernambuco, em uma parceria entre a Secretaria de Cultura e a Secretaria de Ciência e Tecnologia, através da Fundarpe – Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco e Universidade de Pernambuco, Campus Petrolina, com o apoio da Prefeitura de Petrolina.

Diferentemente de outros eventos literários, o CLISERTÃO estabelecerá uma relação afetiva, multicultural e de intercâmbio entre os convidados nacionais, internacionais e locais como parte das ações, indo além das apresentações literárias ou das palestras, penetrando no Brasil profundo, no Brasil dos Sertões, através de intervenções descentralizadas em espaços urbanos, comunidades rurais e tradicionais da região, além das discussões acadêmicas em torno do livro, leitura e literatura, coordenadas pela Universidade de Pernambuco.

Ao mesmo tempo, a partir do CLISERTÃO, a Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco fomenta a criação de uma Rede do Livro, Leitura e Literatura na Região, envolvendo os três eixos do setor nas discussões em torno da produção e de políticas públicas para o livro.

As atividades do CLISERTÃO se desenvolverão nos eixos Livro, Leitura e Literatura em diversos espaços da cidade de Petrolina.


Link: CLISERTÃO

a literatura brasileira hoje por José Castello

 Numa entrevista ao Caderno Ípsilon do Público de 27/4/12, por Isabel Coutinho, fala José Castello, crítico e escritor brasileiro, Prémio Jabuti com Ribamar:

Público: «Ribamar desconstrói a ideia feita da ficção brasileira como "urbana, tropical, violenta e trepidante". Incomoda-o essa visão redutora?»

JC: «Sim, incomoda-me muito a ideia que se costuma ter, mesmo aqui no Brasil, a respeito da literatura brasileira. A literatura brasileira que me interessa é a que se desvia dessa "receita tropical". Escritores como João Gilberto Noll, Raduan Nassar, Michel Laub, Bernardo Carvalho, Cristovão Tezza, Eliane Brum, Raimundo Carrero. Autores que escrevem não para compor uma imagem imaginária de nação mas, ao contrário, para despedaçá-la e afundar-se nas suas entranhas.
Quanto aos poetas, temos dois poetas vivos geniais, que honrariam qualquer literatura: Manoel de Barros e Adélia Prado. O Brasil do século XXI é um país complexo, e é rico porque é complexo e cheio de paradoxos. Assim também é sua literatura.»

Blogue de José Castello no jornal O Globo A Literatura na Poltrona
 
                                                   
                                                        

Nas fotos, os rostos de: Clarice Lispector, Bernardo Carvalho, Manoel de Barros, Eliane Brum, Cristovão Tezza e Raimundo Carrero.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O que não falta é feira...












Em 2011, a Festa Literária Internacional de Paraty viu 25 mil visitantes movimentarem R$ 13 milhões na economia local; evento, cuja décima edição será em julho, é modelo para iniciativas similares. (foto e legenda através do jornal Valor Econômico)

 
Em Brasília,de 14 a 23 de Abril, a 1ª Bienal do Livro e da Leitura

Em Poços de Caldas, Minas Gerais, de 28 de Abril a 6 de Maio, a VII Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas

No Amazonas, a Bienal do Livro Amazonas, de 27 de Abril a 6 de Maio

Segundo o blogue Livros Etc, de Josélia Aguiar, «os eventos literários no país (Brasil) são hoje 200, com vendas de livros que devem crescer 20% este ano pelos cálculos da Fundação Biblioteca Nacional, informa o jornal Valor Econômico»: AQUI


Escola do Escritor

A quem interessar possa, em São Paulo, uma «Escola do Escritor»:

«A Escola do Escritor oferece a você a oportunidade de aprimorar seu talento literário. Se escrever ou melhorar suas aptidões literárias é um objetivo, chegou o momento de concretizá-lo. Basta tomar a decisão!

O primeiro passo é descobrir o que você deseja. Isso pode parecer fácil, mas, na prática, o escritor não consegue expor suas ansiedades e necessidades com clareza.

Os passos seguintes serão acompanhados por profissionais experientes do mercado editorial, que estão esperando por você para dar o direcionamento correto aos seus talentos. Você é o personagem principal de sua própria aprendizagem.

Venha (re)descobrir, na Escola do Escritor, a arte de escrever e publicar um livro.
A Escola do Escritor também ministra cursos in company, ou seja, os cursos podem acontecer em escolas, universidades, livrarias, bibliotecas, empresas e espaços culturais, em todo território nacional.»


R. Deputado Lacerda Franco, 165
Pinheiros - CEP 05418-000 - São Paulo - SP
Brasil
Telefax: (11) 3032-8300

Link: Escola do Escritor

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sugestões de leitura

Linhas Impressas – sugestões de leituras com citações e indicações de tradutor e editora.
Veja em: Linhas Impressas


Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica, por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Guardar – Antonio Cícero

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