sábado, 7 de abril de 2012

«mas o livro é outra coisa»...

«Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua vista; o telefone é extensão de sua voz; depois temos o arado e a espada, extensões de seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.»

J.L. Borges


Aproveito a frase de JL Borges para dizer que falar em memória é falar também da História, pelo que refiro e recomendo este livro de L. Binet:  http://olivroimpossivel.blogspot.pt/2011/04/laurent-binet-uma-homenagem-kubis-e.html

preciso ler Veronica Stigger

«Trata-se de um livro sobre a baixa estatura moral que preside a relação dos homens, uns com os outros, mas também de sua relação com as coisas, com o tempo e com as instituições. Tem o enorme mérito de fazer tudo isso sem ser moralista, sobretudo porque se desfaz das ideias de bem e mal. Livra-se também da linha dura que separa razão e desatino, como se quisesse trazer para perto de si todas as experiências marginais, tudo que foi apartado do convívio social. Sem preencher de sentido os excessos, Veronica elenca situações e radicaliza as suas consequências ao operar com tipos ideais que expõem com crueza uma série de recalques da nossa sociedade.»
(Thiago Borges de Almeida)


http://editora.cosacnaify.com.br/blog/?p=11547

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Simone de Beauvoir

... de quem li – entre outros – o para mim fundamental O Segundo Sexo.

Site completo sobre Simone de Beauvoir: AQUI

quinta-feira, 5 de abril de 2012

sou bilingue em português

Devido à polémica em relação ao Acordo Ortográfico em Portugal, este blogue já foi «pré», já foi «pós» Acordo, e agora não sabe se fica lá ou cá. Os jornais aqui assumiram o Acordo; já os editores na sua maioria resistem e dizem não . Mas alguns disseram... sim. Alguns autores esperam do revisor os critérios «pré», enquanto outros exigem as novas normas... É o que se chama um imbróglio.

Enfim, aos que nos visitam, peço paciência com a mistura que vai encontrar. Ela é o reflexo dessa indecisão, e da minha impossibilidade, como revisora, de assumir preferências. Afinal, mais do que nunca, tenho de ser bilingue (ou será «tri»?) em português.

Ver mais em: http://olivroimpossivel.blogspot.pt/2012/03/o-imbroglio-do-acordo-ortografico.html

domingo, 1 de abril de 2012

Literatura em pílulas


 Editoras desmembram o livro para vendê-lo em textos curtos, na forma digital e em papel. Artigo de FABIO VICTOR, de São Paulo


«No rastro de uma tendência iniciada no exterior, editoras brasileiras começam a desmembrar títulos e vender apenas um conto, um ensaio ou outras narrativas curtas.»


Ler mais em Folha de S. Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/32993-literatura-em-pilulas.shtml


sexta-feira, 30 de março de 2012

Os planos da Amazon para o Brasil

Por que o bilionário setor de livros nacional está em polvorosa com a chegada da maior empresa de comércio eletrônico do mundo e seu leitor digital Kindle ao país.

 

Jeff Bezos, CEO da Amazon: «Quero ir à lua. E ao Brasil.»

  

Saiba mais em: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/80020_OS+PLANOS+DA+AMAZON+PARA+O+BRASIL

terça-feira, 27 de março de 2012

o lugar do escritor revelado por Eder Chiodetto

 Ariano Suassuna

 Adélia Prado

 Manoel de Barros

 Ferreira Gullar

Jorge Amado


Eder Chiodetto, fotógrafo, autor do livro O Lugar do Escritor, no qual publica as fotografias tiradas nos locais de trabalho de 36 importantes escritores brasileiros, revelando assim a intimidade onde são criados os seus imaginários.

domingo, 25 de março de 2012

Antonio Tabucchi (Vecchiano, província de Pisa, 24 de setembro de 1943 – Lisboa, 25 de março de 2012)

«Minha doce Ofélia

O momento em que percebemos que a ilusão sucessiva dos dias, ou a sua música, chegou ao fim acaba sempre por chegar. Se era ilusão, é como quando, ao romper do dia, os contornos do real, de esbatidos que eram, são investidos pela luz que cresce e tornam-se nítidos, cortantes como lâminas, e sem remissão. Se era música, é como as notas de uma orquestra, depois do allegro, do scherzoso, do adagio e do allegro maestoso se tornassem solenes e se extinguissem lentamente: as luzes baixam, o concerto acabou.»







Está-se a fazer cada vez mais tarde, Antonio
Tabucchi, Dom Quixote, 2001. (p. 151)

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